domingo, 24 de setembro de 2017

Um Grito de Evocação

Evoé!

Eis o nome do primeiro álbum do cancioneiro Daniel Medina, artista intrigante que tem ao seu lado uma banda inteira. Começo falando da banda, pois os sons propostos e executados por Saulo Duarte (também responsável pela produção musical), Bruno Rafael, artista de uma bela liberdade em viagem sonora, Igor Caracas, transforma-se em um gigante com sua bateria e manda ver em passos e compassos, o tecladista viagem nos remete a outro espaço-tempo (perdão por não recordar seu nome, se alguém souber manda a pesca). O espetáculo contou ainda com a participação do talentoso Victor Colares e voz forte de Juruviara, que junto com Daniel Medina emocionaram cantando "Boi Cidade", há no show alguns momentos mágicos, como quando Medina nos compartilha "Lágrima de Índio", ou quando convida a plateia entregue a cantar junto; "apesar nos perigos, nós estamos vivos, nós ao vivo..."





Dos músicos ao lugar. O Theatro José de Alencar por si já é pura magia, com história em toda sua existência e sempre disposto a oferecer sua majestade. Foi bonito ver um bela casa na apresentação de artistas tão nossos, em uma  sexta as 20:30h/min. E som somado, ao luz e cenário simples e belo deram um toque especial a este momento de evocações.

Evoé Medina!Por se manter em pleno fluxo de criação, suas obras são especiais e marcantes, repletas de emoções de Fortaleza e a adaptabilidade de suas Dunas, mas se que se mistura com gostosura com o urbano que dialoga em São Paulo, assim percebo Evoé! que se encontra em todas as plataformas digitais. Segue link YouTube https://www.youtube.com/watch?v=nrMcd_Z7NoI

Mas se como eu, gosta mesmo é do álbum físico, então tá facim, pois Evoé! tá com campanha de financiamento coletivo no www.catarse.me/danielmedina.

E assistindo os vídeos que fiz do show, bateu uma saudade de ouvir mais de Daniel Medina, assim recorri a assistir ao Lugar ArteVistas que fizemos juntos e que nos foi uma grande alegria.




http://lugarartevistas.com.br/ceara

#arteondeestiver #tja #gratavida #danielmedina #vento #terra #simborala









quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Aprendendo com quem se quer bem

Eu acabava de chegar no Rio de Janeiro, minha vida inteira se prometia diferente e eu começa a descobrir que eu podia ser se s=me esforçasse, ainda caminho nesta caminhada de descoberta e estou bem certa que pessoas como João Artigos, que conheci através da indescritível Dane de Jade, são fundamentais no processo.

Não digo isso como hipótese, mas como constatação de fato, pois tempos depois convidada a fazer a comunicação de uma Mostra de Solos em Maranguape, o reencontrei, ele que no Rio era praticamente meu vizinho, João Artigos, que apresentou Homem Bomba e alcançou seu ácidos e deliciosos objetivos. E a arte cumpriu seu papel!



Mais encontros por ali, ou aqui, as festas Parangolé, a Igreja do Phoda-se, Fernando Pessoa no espaço do Teatro de Anônimo e os papos e bons encontros que nascem daí.

Bom demais papear com João, tão bom que até esquecemos da hora, das brechas, das outras escolhas e vira tudo amor, por que afinal de contas... Foda-se! :D

Lugar ArteVistas #arteindeestiver #teatrodeanonimo #beiramar #fortaleza #fundiçao #gratidao #errejota #encontros #amigos #boastrocas #caminhos #arteamor #anjosdopicadeiro


Playlist Lugar ArteVistas

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Que a Dança Seja!

Culpo Saturno, pois é natural encontrarmos culpados e por vezes eles nem fazem sentido, mas, Saturno Retrogrado no mês de agosto é um algo que... Apesar que agora e somente agora começa a parecer interessante, e por esse agora que foi-se… (amo escrever, mas poucas coisas me frustam tanto, pois a história se monta de forma não racional, mas o tempo que levo para racionalizada e só então escrevê-la faz com que eu faça sempre uma escolha, escrever ou curtir a viagem). Voltando ao planeta, ele em uma semana voltará para sua rotação normal, - diz a NASA. Para mim a catarse foi ontem e por ontem agradeço mais do que já era grata, agradeço agora pois temo que não haja amanhã, mesmo sabendo que ele existirá até que eu aprender a andar de mãos dadas com meus próprios medos, mas não estou aqui para falar sobre mim, por mais eu tenha começado a me achar uma pauta interessante. Certamente se eu tivesse inteligencia emocional minha vida daria bons livros, o roteirista de mim foi competente na trama, apesar de nem sempre muito atendo ao fato de que me fez sensível. Voltei pra mim, sem nem sair.


corta! edita! Começa outra vez!


Ontem por saudade mandei mensagem que foi respondida com uma informação que entendi como convite.


“Apresento hj as 20
No Alpendre”


Ok!


(O Alpendre, já não se chama Alpendre, e sim Cena 15, mas aos que viveram minimamente o Alpendre, ele ainda se configura como um, enfim).


Entendi como convite e fui. Logo de chegada pra aquietar o espirito reggae e bons abraços e então começa o espetáculo. Se me perguntar o nome, não sei e de verdade tenho entendido que os nomes me interessam cada vez menos, e por isso e só por isso não citarei nenhum nome, de modo que temos a bailarina, o parceiro, o tutor, o sonorizador, o registrador e outros tantos com mais ou menos dor.


Era a segunda seção:


Subimos juntos, sentamos quase todos do mesmo lado - explico: as cadeiras estavam posicionadas como uma quase arena - se fossemos nós em cena nosso palco estaria desequilibrado. Mas, como comunicadora que sou, preciso dizer que par as fotos institucionais, sempre todos juntinhos. O fato é que lá estávamos quando o parceiro mudou a luz e bailarina entrou em cena trazendo com ela o vento forte das noite de agosto e o sonorizador nos ambientou somado aos cheiros e movimentos. De repente já não eramos mais ali, então a bailarina começando por ela benzeu à todos e desejou desejos e nos contou histórias e nos levou para dentro de nós e pro que podemos chamar de centro. Nós, públicos, atentos e emocionados, ninguém passou imune a dança tão repleta de franqueza que a bailarina despida de tudo, nos apresentava. Já estava tudo intenso, quando ela e o parceiro comraçam a preparar a água para um lava pés.

De imediato vivo mais um saída do lugar e tempo, estou de repente vivendo o processo desafiador (pelo menos para mim) de montar o espetáculo Francisco Vive, com direção de Júlio Maciel e realização de Ana Cristina Viana, em meio a esse processo Júlio deixando claro que tipo de relação queria ter conosco nos lavou o pés. Não sei quantos de nós já teve os pés lavados e sente o seu significado, para mim é sempre um momento especial. E talvez por esse motivo ontem dispus-me a lavar dois.

Após algumas provocações que minha alma recebia no decorrer da apresentação, deixei meu medo de lado, peguei a bacia e me debrucei sobre o homem de olhos infantis, enquanto eu lavava seu pé tanto passou por mim que precisei olhá-lo, então, só então percebi seus olhos e um pouco mais, talvez. Ali enquanto lavava pés, lavava -me, esfregava lentamente cada parte dos pés do donos dos olhos e quase conseguia sentir a textura do toco de … (não só boa com nomes, acho), passando pelas paredes das minhas veias, colocando o sangue para bombear, olhei-o mais uma vez agora buscando demonstrar minha plena gratidão por ter me deixado ser ali e penso que ele entendeu. Só depois de enxugar o chão me levantei e vi a amiga - outro parentese (eu havia marcado de encontrar com a amiga para falar sobre um projeto seu, mas minha bateria acabou e eu cheguei a pensar que fosse lhe dar um bolo, mas ela estava ali. Foi bom!). - Ao vê-la me adiantei e peguei outra bacia e continuei meu ritual de lavar minha alma, digo, lavar pés. Tentei a mesma dinâmica de olhar com ela, mas ela de olhos fechados também vivia seu processo de limpar-se, talvez.  Ao levantar-me percebi que o espetáculo tinha seguido. Como a vida. Sentei-me em meu lugar e observei a bailarina, fui aos campos, ao sertão, cheguei a sentir o gosto da comida feita no fogão de lenha e andamos pelo claro/escuro pelo escuro/claro que há...


Lembrei-me do amor e da música dos Paralamas do Sucesso, que diz ”saber amar, é saber deixar alguém te amar”. Só é massa quando é, disse José. Ao final o silêncio, estávamos muito mexidos para seguir as convenções, havíamos chegado muito além do aplauso naqueles instantes cheios..
.
Por fim, conversamos com a bailarina e com o tutor,tentando entender, talvez, mas isso, só depois de serem todos os envolvidos apresentados e as fotos do registrador compartilhadas, para que a quem quiser levar. Eu que não tive os pés lavados, mas sai de alma fluida, escolhi o lava pés.

Com isso quero apenas mais uma vez agradecer a bailarina e todos que estão juntos realizando esse trabalho tão necessário. Gratidão e vida longa.

E ATENÇÃO! Nos dias 22 e 23 de agosto as 15 horas, vai rolar oficina de improvisação com a bailarina, Silvia Moura, no Cena 15.

foto:Jean dos Anjos




Que a Dança Seja!

Culpo Saturno, pois é natural encontrarmos culpados e por vezes eles nem fazem sentido, mas, Saturno Retrogrado no mês de agosto é um algo que... Apesar que agora e somente agora começa a parecer interessante, e por esse agora que foi-se… (amo escrever, mas poucas coisas me frustam tanto, pois a história se monta de forma não racional, mas o tempo que levo para racionalizada e só então escrevê-la faz com que eu faça sempre uma escolha, escrever ou curtir a viagem). Voltando ao planeta, ele em uma semana voltará para sua rotação normal, - diz a NASA. Para mim a catarse foi ontem e por ontem agradeço mais do que já era grata, agradeço agora pois temo que não haja amanhã, mesmo sabendo que ele existirá até que eu aprender a andar de mãos dadas com meus próprios medos, mas não estou aqui para falar sobre mim, por mais eu tenha começado a me achar uma pauta interessante. Certamente se eu tivesse inteligencia emocional minha vida daria bons livros, o roteirista de mim foi competente na trama, apesar de nem sempre muito atendo ao fato de que me fez sensível. Voltei pra mim, sem nem sair.


corta! edita! Começa outra vez!


Ontem por saudade mandei mensagem que foi respondida com uma informação que entendi como convite.


“Apresento hj as 20
No Alpendre”


Ok!


(O Alpendre, já não se chama Alpendre, e sim Cena 15, mas aos que viveram minimamente o Alpendre, ele ainda se configura como um, enfim).


Entendi como convite e fui. Logo de chegada pra aquietar o espirito reggae e bons abraços e então começa o espetáculo. Se me perguntar o nome, não sei e de verdade tenho entendido que os nomes me interessam cada vez menos, e por isso e só por isso não citarei nenhum nome, de modo que temos a bailarina, o parceiro, o tutor, o sonorizador, o registrador e outros tantos com mais ou menos dor.


Era a segunda seção:


Subimos juntos, sentamos quase todos do mesmo lado - explico: as cadeiras estavam posicionadas como uma quase arena - se fossemos nós em cena nosso palco estaria desequilibrado. Mas, como comunicadora que sou, preciso dizer que par as fotos institucionais, sempre todos juntinhos. O fato é que lá estávamos quando o parceiro mudou a luz e bailarina entrou em cena trazendo com ela o vento forte das noite de agosto e o sonorizador nos ambientou somado aos cheiros e movimentos. De repente já não eramos mais ali, então a bailarina começando por ela benzeu à todos e desejou desejos e nos contou histórias e nos levou para dentro de nós e pro que podemos chamar de centro. Nós, públicos, atentos e emocionados, ninguém passou imune a dança tão repleta de franqueza que a bailarina despida de tudo, nos apresentava. Já estava tudo intenso, quando ela e o parceiro comraçam a preparar a água para um lava pés.

De imediato vivo mais um saída do lugar e tempo, estou de repente vivendo o processo desafiador (pelo menos para mim) de montar o espetáculo Francisco Vive, com direção de Júlio Maciel e realização de Ana Cristina Viana, em meio a esse processo Júlio deixando claro que tipo de relação queria ter conosco nos lavou o pés. Não sei quantos de nós já teve os pés lavados e sente o seu significado, para mim é sempre um momento especial. E talvez por esse motivo ontem dispus-me a lavar dois.

Após algumas provocações que minha alma recebia no decorrer da apresentação, deixei meu medo de lado, peguei a bacia e me debrucei sobre o homem de olhos infantis, enquanto eu lavava seu pé tanto passou por mim que precisei olhá-lo, então, só então percebi seus olhos e um pouco mais, talvez. Ali enquanto lavava pés, lavava -me, esfregava lentamente cada parte dos pés do donos dos olhos e quase conseguia sentir a textura do toco de … (não só boa com nomes, acho), passando pelas paredes das minhas veias, colocando o sangue para bombear, olhei-o mais uma vez agora buscando demonstrar minha plena gratidão por ter me deixado ser ali e penso que ele entendeu. Só depois de enxugar o chão me levantei e vi a amiga - outro parentese (eu havia marcado de encontrar com a amiga para falar sobre um projeto seu, mas minha bateria acabou e eu cheguei a pensar que fosse lhe dar um bolo, mas ela estava ali. Foi bom!). - Ao vê-la me adiantei e peguei outra bacia e continuei meu ritual de lavar minha alma, digo, lavar pés. Tentei a mesma dinâmica de olhar com ela, mas ela de olhos fechados também vivia seu processo de limpar-se, talvez.  Ao levantar-me percebi que o espetáculo tinha seguido. Como a vida. Sentei-me em meu lugar e observei a bailarina, fui aos campos, ao sertão, cheguei a sentir o gosto da comida feita no fogão de lenha e andamos pelo claro/escuro pelo escuro/claro que há...


Lembrei-me do amor e da música dos Paralamas do Sucesso, que diz ”saber amar, é saber deixar alguém te amar”. Só é massa quando é, disse José. Ao final o silêncio, estávamos muito mexidos para seguir as convenções, havíamos chegado muito além do aplauso naqueles instantes cheios..
.
Por fim, conversamos com a bailarina e com o tutor,tentando entender, talvez, mas isso, só depois de serem todos os envolvidos apresentados e as fotos do registrador compartilhadas, para que a quem quiser levar. Eu que não tive os pés lavados, mas sai de alma fluida, escolhi o lava pés.

Com isso quero apenas mais uma vez agradecer a bailarina e todos que estão juntos realizando esse trabalho tão necessário. Gratidão e vida longa.

E ATENÇÃO! Nos dias 22 e 23 de agosto as 15 horas, vai rolar oficina de improvisação com a bailarina, Silvia Moura, no Cena 15.

foto:Jean dos Anjos




segunda-feira, 14 de setembro de 2015

O sentido da vida...

Qual o real sentido da vida? Essa sempre foi uma pergunta latente nas minhas reflexões, até que cravou minha alma, ao tempo que eu assistia o mundo girar em slow motion. 

Era domingo e nós íamos ao Fortim, logo cedo ainda na saída da casa de Mainha pensei em desistir por duas vezes, mas achei que não seria legal da minha parte, já que nem lembro de alguma vez ter vivido um domingo de boa com meu pai e família, além da família da minha cunhada. Vou no carro ouvindo Cia do Tijolo e me convencendo que preciso viver isso, busco minha cunhada e juntas chegamos na casa de meu pai.  

Logo de cara me sinto estranha, não há sensação de pertencimento, me sinto o B-627, em contato bem próximo com um outro planeta, mas respiro e busco os pontos de similaridade, me permito viver e ser cativada por aquelas pessoas. Para o café da manhã, pizza caseira e uma chuva passageira nos leva a refletir sobre o seguir. Mas, seguimos. Precisaríamos de dois carros e eu não fazia a melhor ideia de onde eu iria, mas logo me indicaram para eu entrar em um carro grande do qual meu irmão iria dirigindo. E fomos. Posto para abastecer e comprar um chiclete e seguimos. 

Eu que estava com sono coloquei meus escuros óculos e revezava em cochilar e olhar a paisagem, entre os cochilos tive um sonho esquisito e acordei. Fiquei calada tentando identificar o som que tocava baixinho, ao tempo que prestava atenção na estrada, que se estreitava, estávamos na CE 40. Foi quando o amarelo do carro que nos cruzou, tomou a pista e seguiu, obrigando meu jovem irmão a puxar a direção, o que seria tranquilo, se não fossemos um carro grande, automático, com a direção leve, mesmo sendo pesado e carregando um jet-ski, o fato é que perdemos a estabilidade, daí pra frente foi ... o tempo não passa mais rápido quando estamos em risco. Dentro do carro eramos quatro, todos de cinto de segurança para garantia existencial de cada um. A cada giro minha cunhava gritava por Jesus, meu irmão parecia não crer no que acontecia, ao meu lado Leh que dormia quando tudo aconteceu, parecia um boneco de posto sendo jogada de um lado para o outro. E eu que olhava tudo aquilo, e o carro girando e pensava que já podia acabar aquela brincadeira sem graça. A morte em nenhum momento pareceu uma opção. Quando o carro parou de girar, nos olhamos e minha cunhada repetiu três vezes o que meu irmão acompanhou. - Vamos descer do carro! Vamos descer do carro! Vamos descer do carro! Eles saíram pela janela, nós de trás pelas portas. Havia vidro em todo lugar inclusive em nossas roupas e cabeças. 

Ao sairmos do carro desce um senhora correndo e perguntamos como estamos, e deixando claro ser médica, era a Secretária de Saúde de Fortaleza (Gratidão). Nessa hora as meninas já estavam quietas no chão, Leh era examinada, enquanto minha cunhada ligava para o SAMU, eu para que meu pai voltasse e meu irmão olhava aquilo tudo sem crer no tinha acabado de acontecer.  

E em uma rapidez assustadora apareceram pessoas de todos os lugares, carros param, pessoas traziam mantas para que colocássemos no chão e a placa onde primeiro batemos acabou servindo de sombra para os primeiros socorros. Quanto olhei, alguns juntavam os papeis e pertences que tinham caído do carro e me entregavam, um pé da minha sandália da mulher maravilha foi encontrada pelos mesmos meninos que acharam uma boa quantia de moedas, o outro foi meu irmão. Todos tentavam de alguma forma ajudar. Quem tinha visto tudo acontecer, repetia que o tinha visto. E alguns nos tocavam sem acreditar que estávamos tão bem. Também tenho dificuldades, agora que vejo as fotos. 

O carro que nos trancou voltou e logo partiu (poderia escrever um texto inteiro só sobre esse isso, mas não valeria a pena). Perderam o furo! 

Consegui falar com Arine, pedindo para que voltassem, deixando claro que estávamos bem.  
Na hora em que eu liguei minha madrasta que já pegava o celular para nos ligar, isso porque meu pai não nos via mais pelo retrovisor, já tinha um tempo. Chegam juntos, eles e o SAMU.  


Na ambulância seguimos para o hospital de Beberibe, onde pela primeira vez senti que eu também estava de alguma forma machucada, o mundo rodou e eu logo estava no soro. Vale relatar que fomos muito bem atendidos. Eu tinha a sensação de que de alguma forma todos ali pareciam saber do acidente. 

Ali naquele hospital passamos parte do nosso domingo, e quando na maca pego o celular vejo uma mensagem de minha Vó pedindo que tivéssemos cuidado, a hora enviada 8:55 da manhã. Pensei no trabalho e em algumas pessoas que eu não queria que soubessem de forma dramática. E simplesmente me senti bicho sobrevivente e se o objetivo do domingo era unir, o acidente talvez até tenha criado maior aliança, pelo menos entre nós quatro que estávamos naquele carro. 

De Beberibe para o São Carlos com a ajuda de um casal fofo de amigos da igreja deles, e de lá pra casa. Da hora do giro ao agora uma certa descrença de que de fato tudo tenha acontecido, se não fosse a dor no corpo e as marquinhas de guerra, e a noticias nos jornais, eu duvidaria de minha memória. 

E então, qual o sentido da vida? Minha conclusão é que o único sentido da vida é viver. 

Grata ao universo, aos deuses e deusas, grata a natureza, grata aos anjos, gnomos e fadas, grata aos humanos e ao nosso poder de dar risadas. Grata São Jorge e nossa Senhora de Fátima, grata ao amor e as missões que todos nós ainda temos de desenvolver nesta vida.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

O assalto!

Se banharam deles mesmos,
Foram pra rua,
Se olharam para fortalecer a cumplicidade,
e calados lamentaram,
Mas, não recuaram,
Era noite de assalto!

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Solo à Trois

Quarta-feira, 15 de julho de 2015, 20 :20 h/min, quando cruzo a porta do Teatro Dragão do Mar, e estão Daniel Medina e Bruno Rafael no palco, andei mais um pouco e sentei ali mesmo, no centro do teatro, lugar privilegiado dos passantes e fotógrafos. Bruno, Daniel e Gustavo revezam e compartilham o palco,  a luz dá uma ambientação criando uma dinâmica interessante e descontraída. Aprecio muito artistas que se entregam e se divertem em seu oficio.




Cada músico teve seu momento solo, o que me possibilitou, assistir três pequenos shows, Quem me conhece musicalmente sabe que sou admiradora nata do trabalho realizado por Gustavo Portela, que já entrou pra família Lugar ArteVista, (https://www.youtube.com/watch?v=NfieyorZJ1o). Sua voz acarinha almas, e a multiplicidade cênica surpreende a cada apresentação. Dessa vez não foi diferente, se mostrou como uma banda mesmo estando sozinho no palco,resultado de uma parceria com o aprendiz de mago, Júlio César que brinca com os sons, como poucos que eu já vi. E então são os três (cinco) no palco, e que delícia o encontro de quatro músicos, com pesquisas distintas que se encontram em algum lugar e seguem assim, em parceria, respeito e harmonia. O resultado dessa soma é massa..

Três músicas em especial me transportaram para um outro Lugar, que era exatamente ali; “Lágrima de Índio”, composição de Medina, que conheci na voz de Portela e que eu Bonfim, também me encantei com a versão  repleta de personalidade e visceralidade do compositor que  propõe movimento e empatia com o publico, Eu que já conhecia o trabalho, mas não tinha ainda visto ao vivo, me encantei. E tinha Bruno que eu não conhecia e que foi me convidando a ouvi-lo, a cada música. Ouvi e vibrei, mesmo sendo de alguma forma um sair do lugar comum. "Felicidade" sempre me encanta e "Cancioneta" tende a arrebatar.

Em algum momento do show, comecei a pensar em Caio Prado, Daniel Chaudon e Diego Moraes, minha tríade musical do Rio de Janeiro, ao tempo que me encantava com a tríade ali na minha frente (Bruno Rafael, Daniel Medina e Gustavo Portela), e então agradeci, a boa música por florir.

Grata aos músicos, aos deuses, as guitarras e violões, aos sons que vibram e mudam os fluxos.


Links para conhecer melhor os artistas e os sons:

Gustavo Portela: /gugaportela?fref=ts
Daniel Medina: https:/danielmedina.perfil1?fref=ts
Bruno Rafael: https://brunorafaeletal?pnref=story

Lugar ArteVistas - Arte Onde Estiver: A Transformadora Maré Azul no Surf para Crianças Autistas

Sou Roberta Bonfim, atriz, jornalista, instrutora e pesquisadora sócioambiental, e junto com o editor Ceslane Brandão, alimentamos este es...