terça-feira, 19 de abril de 2011

TeAtRo Em FoRtAlEzA–tEaTrO nO nOrDeStE

No domingo cheguei ao Centro Cultural Dragão do Mar e vi de longe dois teatros cheios, tomada por uma forte emoção aproximei-me para comentar com amigos que também estavam tentando assistir ao espetáculo. Quando terminei meu desabafo feliz, um deles perguntou: - “Você assistiu ao “Jornal Hoje” de sábado?” Eu não havia assistido, estava ocupada demais sendo feliz.

Eles então falaram por auto sobre uma matéria “especial” sobre o Teatro no Nordeste, quando citaram o tema abri um sorrisão e disse: - “Que maravilha!” Mas daí eles sorriram sem graça e continuaram narrando a matéria. Uma mascara triste deve ter se formado em meu rosto. Uma tristeza multiplicada por três, já que sou Cearense, atriz e jornalista.

Cheguei em casa ainda anestesiada pelo espetáculo “Rebú” (Há pots sobre o espetáculo. E prometo que vou fazer utilização de links), resolvi então protelar para ver tais cenas. Ontem, no entanto,logo que acordei fui assistir e senti uma tristeza… E mais, uma vergonha enorme.

Que fique claro, eu não tenho nada contra os humoristas, eles são engraçados e eu adoro rir. Admiro-os enquanto guerreiros, a grande maioria tem por trás da graça e festa histórias de batalha. Preciso admirar a produção que sabe “jogar” com a mídia e com os empresários, atraem publico e conquistaram junto com Fortaleza o titulo: “Capital do Humor”.

Deveria me orgulhar, mas era preciso que fossemos a capital do bom humor leve. Como bem disse Chico Anísio, quando perguntado sobre o que o cearense tinha para ser tão engraçado. “Falta! Falta água!” Faltam muitas outras coisas, mas uma delas nem de longe é teatro de qualidade.

Fortaleza tem se desenvolvido lindamente nas artes cênicas, temos aqui grandes artistas, profissionais absolutamente capacitados e nada disso é dito em um especial sobre o Teatro no Nordeste? Temos Ricardo Guilherme e seu teatro radical e nada foi dito sobre ele. São filhos nossos, Emiliano Queiroz, Gero Camilo, Georgina Castro, Lucas Sancho. Temos Carri Costa e suas comédias. Temos teatro de rua, interativo, expressionista, são tantas as pesquisas e nada foi dito. E prometo que eu nem diria nada se falassem de ambas em paralelo, mesmo acreditando que teatro e humor não são nem de longe a mesma coisa. Mas ainda sim me calaria, por ter consciência da importância deste humor para o turismo. O que não entendo é a centralização, a imposiçãoda informação.

O Jornal Hoje me decepcionou, por falta de pesquisa. A impressão que tive foi de uma equipe preguiçosa. Nem digo nada no que diz respeito à Bahia e Sergipe, vemos ali grupos teatrais falando sobre o teatro na região. Orgulhando-se de fazer teatro, televisão sem precisar sair do seu estado. Mas quando chega no Ceará (Fortaleza), nada de teatro. E mais uma vez ficamos conhecidos pelo Brasil, já que a responsabilidade pela falta é maior, como a capital onde o teatro é uma grande piada.

O que mais me preocupa é crer que possivelmente tal matéria foi gravada por equipe local, o que preferi não ter certeza para não ficar ainda mais decepcionada.

Sabe o que é mais chocante e que de alguma forma me alegra é lembrar, os teatros lotados no domingo e perceber que o teatro cearense é tão mais forte, que mesmo sem a massificação da mídia, ou pior, sendo por ela ignorada, consegue atrair seu publico fiel (qualitativo sem deixar de ser quantitativo) É ouvir e ver de grupos de fora que cada vez mais procuram Fortaleza para demonstrar seus trabalhos, a ansiedade em se apresentar para uma platéia tão honesta. É ouvir sobre pesquisas e intercâmbios feitas por grupos de teatro de Fortaleza. É recordar dos teatros lotados, em espetáculos como: “Uma Flor de Dama”, “Encantrago”, “Devir” e “Abajú Lilás” e… e… e….

Como atriz me encho de orgulho, como jornalista me pergunto muitas coisas sobre a profissão que deveria ter como papel informar. E se percebo falhas tão enormes em assuntos tão fáceis de pesquisar, o que devo pensar sobre as demais informações?

Finalizo esse texto dizendo que enviei um e-mail para produção do Jornal Hoje, expondo minha insatisfação.

P.S. Grupos como Bagaceira, Teatro Máquina, Expressões Humanas, e tantos outros estão mostrando seus trabalhos com muita dignidade e profissionalismo pelo Brasil.

Ano passado Expressões Humanas estava no Palco Giratório e neste ano estamos sendo representado pela Cia Dita com o espetáculo Devir.

Rio

O Rio 40 graus é retratado em beleza e cor na animação de Carlos Saldanha. Que depois de chamar atenção como co-diretor de A Era do Gelo (2002) e Robôs (2005) e como diretor das duas continuações da aventura glacial, o brasileiro Carlos Saldanha decidiu homenagear sua cidade natal com a animação Rio. E, para isso, conta com um elenco de peso, com nomes como o brasileiro Rodrigo Santoro, Anne Hathaway (de Amor e Outras Drogas), Jesse Eisenberg (de A Rede Social), o oscarizado Jamie Foxx (de Ray) e o músico Will i Am, dos Black Eyed Peas, dublando os cativantes e muito divertidos personagens; além de uma competente equipe técnica.

O filme que tem produção America é absolutamente brasileiro e consegue agradar mostrando belas cenas de pontos turísticos da cidade maravilhosa e das duas grandes paixões do brasileiro, carnaval e futeboll. Li algumas criticas que condenam o filme alegando que ele cria estereótipos, mas é ficção O que deve ser relevado é que a animação de forma leve alcança adultos e crianças, encanta por imagens e roteiro. Outro ponto forte é a temática, que discute a destruição pelo trafico de animais, o que leva a extinção.

O longa conta a história de Blu (dublado perfeitamente por Jesse Eisenberg), uma arara azul domesticada, que não sabe voar. Após ser capturado por contrabandistas de aves exóticas, ainda filhote, Blu acaba indo parar na fria Minnesota (norte dos EUA), mas é tratado com amor e cuidado por Linda. Por ser o último macho de sua espécie, o ornitólogo (biológo que se dedica ao estudo das aves) Túlio (Rodrigo Santoro)  convence Linda a levá-lo para o Rio de Janeiro, a fim de perpetuar a espécie com a fêmea Jade.

Blu não sabe voar e por amor e responsabilidade aprende. O filme me lembrou o livro Fernão Capelo Gaivota e o desejo de vencer os limites pré estabelecidos. Os pássaros são lindos e a briga entre pássaros e macacos tira o riso de quem assiste ao filme. Dada a qualidade do filme, e o mérito de retratar o Rio de Janeiro como ele é essencialmente, não há como não sair do cinema fascinado com Rio e estimulado pela trilha sonora. Carlos Saldanha está de parabéns.

Quem já assistiu sabe do que estou falando e se eu tiver esquecido algo que deva ser dito, fique a vontade e a quem não assistiu, terça é um bom dia de pegar um cineminha.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Rebú

Chegar ao Centro Cultural Dragão do Mar e de longe ver os dois teatro ali localizados, com filas enormes é uma enorme emoção. E foi isso que pude sentir ontem, quando o teatro Dragão do Mar, apresentava o espetáculo “Paixão de Cristo” e no Sesc Senac Iracema, era o grupo Independente (RJ) que fazia as honras, com casa cheia pelo segundo dia consecutivo do espetáculo “Rebú”, antes havia apresentado “Carchorro”.
O grupo que começou sua trajetória com a esquete Cachorro em 2006. Veio a Fortaleza pelo Festival Palco Giratório do Sesc, apresentando o agora espetáculo "Cachorro" e "Rebú", ambas com fortes traços de Rodriguianos.
Entrei para assistir “Rebú” e de cara uma emoção que vem se repedindo nos espetáculos do Palco Giratório; teatro lotado. O cenário me remeteu a outro ambiente, com uma segunda caixa cênica, luzes de foco. E inicia-se o espetáculo, A silhueta de uma mulher seguida por sua sobra encheram-me os olhos, fui enfeitiçada pela cena, pelo texto, pela história. De repente estávamos no século XIX. De imediato quis saber mais sobre as pessoas indicadas e entre exageros, tensões, dramas, sorrisos, tragédias, disputas, seguem os conflitos familiares.
Dois senhores sentados atrás de mim, teimaram em fazer muitos comentários sobre o espetáculo (durante o espetáculo) e um deles, foi: -“Texto muito bom! Muito bom. De quem é?” E o outro com tom de quem sabe respondeu: -“É de Nelson Rodrigues!” Eu na hora lembrei, do comentário de Vinícius Arneiro (Diretor): “Nelson foi a estrutura inicial, o veículo para uma inspiração livre”.
A dramaturgia é de Giovanni Ramalho Bilac, ou Jô Bilac, um dos jovens reconhecidos como um novo talento. O que começou há seis anos, quando assistiu "Mulher sem Pecado", de Nelson Rodrigues, pois ali percebeu que seria dramaturgo. Com "Savana Glacial" e "Rebú" recebeu indicações ao prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) e ao Prêmio Shell. Além de reforçar as intenções do grupo. E por falar no grupo, os atores dão um show de interpretação com partituras muito bem indicadas, ritmo e até a força do tango; por vezes vi uma tourada, nessa trágica relação familiar que de tamanha, em cena e formas, torna-se cômica.
Eu que vinha assistindo a espetáculos mais modernos, mesmo os gregos buscando a contemporaneidade, pude desfrutar em “Rebú” a sensação do passado, não que a peça seja ultrapassada, ao contrário é atemporal, em texto e forma. Os personagens Matias (Paulo Verlings) e Bianca (Júlia Marini) são recém-casados e moram numa casa isolada em meio a um descampado. O jovem casal prepara-se para receber Vladine (Carolina Pismel), irmã “adoentada” de Matias, que traz consigo, seu bem mais precioso: Natanael, uma espécie de filho (um Bode (Diego Becker)). A exigida cautela com a saúde da hóspede e a presença do seu acompanhante fazem com que Bianca, aos poucos, desenvolva uma raiva tamanha a ambos, capaz de levar o embate às últimas consequências.
O espetáculo acaba e o grupo é ovacionado, os atores respiram fundo e certamente se emocionam pela certeza do trabalho bem feito. Agradecimentos emocionados e o convite ao debate. Optei por não ficar,fomos debater entre amigos e depois de muito conversarmos, chegamos a conclusão da qualidade do espetáculo e especialmente de que a atriz Carolina Pismel, seria certamente ágüem que Nelson Rodrigues seria muito feliz ao trabalhar.
O Palco Giratório segue sua programação.
- Os senhores que ficaram fazendo comentários foram absolutamente desagradáveis, do inicio ao fim.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

O Evangelho Segundo São Mateus

O Palco Giratório 2011 tem me feito mais feliz, pela qualidade dos espetáculos. Sábado 09.04 o Sesc Iracema recebeu a Grupo Delirios, de Curitiba, com o espetáculo “O Evangelho Segundo São Mateus”. Quando vi o nome, devo admitir que fiquei um tanto receosa com o que encontraria, mas lembrei que a direção e o texto eram de Edson Bueno, com quem me encantei ao assistir Capitu. Precisava ir e fui. Cheguei em cima da hora e ao entrar e ver o teatro lotado senti uma alegria na alma. Não havia ali nenhum super global e o teatro estava cheio. Sentei-me em um cantinho da não muito confortável arquibancada e...

Os atores quebram a quarta parede e conversam com o publico? Seria já o espetáculo? Perguntei-me, mas logo o espetáculo de fato começou e isso ficou nítido para mim e creio que para todos.
Surgem então cinco padeiros, ou devo dizer bagunceiros? O que interessa é que eles ocupam a cena, digo a cozinha e enquanto fazem o pão, desde a preparação até o pão prontinho, conversam sobre o “Evangelho de São Mateus”. Poderiam ficar por ai, mas daí não seria o Grupo Delirios, dessa forma, paralelos ao pão e ao Evangelho, dois deles, interpretam a mãe e o filho, extraídos poeticamente do “Oitavo Poema do Guardador de Rebanhos”, de Fernando Pessoa, onde o filho conta para sua mãe que tem um amigo fugido do céu. À medida que o pão vai sendo feito, a história se conta, não pela ação, mas pela palavra, tudo na peça acontece pelo poder da palavra e a reflexão sobre ela, desde a anunciação até a ressurreição, com maravilhosas tiradas e bom humor, que levam elenco e publico a uma grande brincadeira. De alguma forma é simplesmente um leitura humanista da história, com parábolas, passagens, poesia, sobrou espaço até mesmo para Clarice Lispector e suas palavras e sentimentos humanos.
Como é característica do grupo, que já existe a quase 30 anos e já encenou mais de 40 espetáculos, “O Evangelho Segundo São Mateus”, busca a pesquisa da palavra, a humanidade e por conta disso talvez, trabalhem com espetáculos abertos. Que vai desde piadas com e sem graça, cafezinho, vinhos e pães, compartilhados com a platéia que depois do vinho certamente sorriu mais fácil.
Não posso deixar de comentar o trabalho de improvisação, assim como técnica e talento dos atores. A atriz Regina Bastos é a típica mãezona. Iluminação e sonoplastia também dão show deixando clara a intimidade da equipe com esse espetáculo que já em 2008 foi considerado pela critica como um dos melhores do ano.

O grupo seguiu viagem para encantar outros estados, mas certamente quem assistiu o espetáculo; “vendo, enxergando e ouvindo, escutando”, pode agora pensar segredos.
O Palco Giratório segue sua programação, então, vamos ao teatro!
Todo mundo merece ler os blogs
e...
Link Poema Fernando Pessoa

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Humanamente Desumano

Hoje a televisão brasileira transformou mais uma grande tragédia em show, com informações desencontradas, em uma correria desenfreada de conseguir o quase impossível, o furo de reportagem que com o avanço tecnológico e a rapidez da informação tornou-se produto escasso, junto com a qualidade da da mesma. Mas não venho falar sobre a forma de fazer jornalismo que é padrão onde? Háa.. Nos Estados Unidos. Onde acontece o que com freqüência? - Jovens revoltados, inseguros e descrentes cometem chacinas irresponsavelmente.
Mas estamos falando de um jovem de 23 anos, afinal é assim que chamamos comumente as pessoas nessa faixa etária, mas como o objetivo era chocar, esse jovem torna-se “Homem”,para assumir seus atos, que ele não assumiu (pelo menos não aqui nesse plano – vai La que de fato existam outros), fugiu cometendo um dos atos mais corajosos que um homem pode ter. Irônico, quando penso que dizemos francos os suicidas.
Comecei a escrever e pensei em fumar um cigarro, mas fumar aumenta as probabilidades de um câncer, dessa forma, estou eu em um lento suicídio? Talvez...
No entanto, a questão aqui é outra. O fato é que estamos em 2011, 7 de abril, dia do Jornalista e por ironia do destino (que sempre faz questão de pregar umas peças, só pra levantar reflexões e nos sacanear), um jovem de 23 anos, acorda disposto a apertar o gatilho, coloca sua calça e botas pretas, com uma blusa verde, deve ter se olhado no espelho e dito algo para se convencer, fortalecer, justificar. Pois não posso crer que ele tenha ido tão fundo se não fosse motivado por alguma verdade (pra ele).
Nessa hora talvez por ter assistido ao filme As Mães de Chico Xavier e ouvir de Nelson Xavier que interpreta o médium Chico Xavier “Você já a agradeceu? E a mãe em resposta diz: Eu já perdoei do fundo do meu coração, mas agradecer... Não! E ele brandamente responde: Seu filho ia partir de qualquer forma, agradeça por não ter sido nos seus braços, por que você nunca iria se perdoar.” Cito esse texto, pois mesmo chocada, triste e assustada com a “frieza” humana, não consigo deixar de me perguntar como seria se fosse diferente, se temos um prazo de vida estabelecido antes, por que ainda sim culpamos aquele que de alguma forma também deve estar apenas desempenhando seu papel. As vezes me sinto como os anões com sua bebida púrpura (Dia do Curinga), com um desejo tremendo de ser curinga. Mas ser curinga requer atos bravios, para mudar as coisas de lugar. Deve ser difícil não cair nas tentações e na loucura, poucos conseguiram.
Esse jovem sai de casa, onde mora só, já que sua mãe adotiva morreu a pouco tempo, vestido para matar. Logo no caminho ele atirou em dois adolescentes (que também não são crianças), os dolescentes foram socorridas pelo corajoso e jovem bombeiro. O bombeiro teve ter por volta dos seus 23 anos. A mesma idade do assassino. Um preparou-se para matar e o outro para salvar. São profissões distintas, digo profissões, pois quando entrevistado o jovem bombeiro disse ter prestado socorro a vitimas por ser bombeiro. E então, me pergunto: Não deveria ser por ser humano? Salvar, ajudar acolher, proteger, não é heroísmo coisa alguma, é humanidade, é o mínimo. E sabe o que é mais triste? É que são preciso grandes tragédias pra nos fazer parar um bucadinho , para assistir de camarote a nossa evolução devastadora.
Esse jovem que já atirou no caminho, chega a escola e entrando pela porta da frente conversa com uma professora, alega que está indo apresentar uma palestra, do qual essa professora da escola não está informada. Em universidade calo a boca, mas na escola os professores não se comunicarem é um pouco demais. Mas eis o ensino brasileiro, que vem melhorando, mas ainda falta é muito, inclusive para evitar da origem tragédias como essa. Mas por fim, duas coisas me intrigam: Ou ele era absolutamente sangue frio, ou a professora absolutamente desatenta as reações do rapaz. Só pra lembrar ele havia acabado de atirar em dois adolescentes, a dois quarteirões da escola.
Depois de se despedir da professora, entrou na primeira sala de aula e apertou o gatilho com velocidade e técnica de quem sabe o que está fazendo. Ninguém nunca observou que esse menino treinava tiros? Recarregando a arma várias vezes ele entrou em outras salas repetindo o ato de atirar, especialmente no tórax e na cabeça.
Quando o policial exercendo o seu trabalho entrou na escola e impediu que o assassino continuasse atirando contra a perna do assassino. Mas antes que qualquer coisa acontecesse, ele tira sua vida com um tiro na cabeça.
Daí eu volto para espiritualidade apenas perguntar como? Qual será o objetivo final? Foram mortas 12 seres humanos e outros estão feridos, mas certamente estão todos feridos na alma, se o objetivo desse jovem era fazer com que todos sentissem medo, raiva e impotência, ele conseguiu. Se seu objetivo assim como em outros casos trágicos, ele queria ser visto, ele também conseguiu. Se nós enquanto sociedade e mais enquanto humanos não repensarmos nossos atos, essa matéria assim como tantas outras tão chocantes quanto, vão invadir os jornais e as nossas vidas.
Outra coisa que não me sai da cabeça é o número de meninas mortas, foram dez garotas assassinadas e um garoto.
Onde estamos nós? O que motivou-o? Ou o que tirou sua motivação? Por que tanta gente? Por que decretar o fim a si aos demais? Por que aquelas crianças? Que era esse rapaz? Quem eram essas crianças? E quem serão? E quanto a nós todos? Quais serão os dias e as formas? Prefiro não pensar sobre isso, apenas aceito e tento me acostumar as vezes consigo, as vezes finjo.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Programação Palco Giratório–2011- Fortaleza.

06/04 – CENTRO URBANO DE CULTURA E ARTE
Grupo: Cia Polichinelo / SP
Espetáculo: Frankenstein
Categoria: Livre
Horário: 14h

07/04 – TEATRO SESC EMILIANO QUEIROZ
Grupo: Cia Polichinelo / SP
Espetáculo: Sob seus olhos
Categoria: Livre
Horário: 15h

08/04 – TEATRO SESC EMILIANO QUEIROZ
Grupo: Cia Polichinelo / SP
Espetáculo: A lenda das Lágrimas
Categoria: Livre
Horário: 15h

09/04 - SESC SENAC IRACEMA
Grupo: Grupo Delírio /PR
Espetáculo: O Evangelho Segundo São Mateus
Categoria: Livre
Horário: 20h

09 e 10/04 – CENTRO DRAGÃO DO MAR DE ARTE E CULTURA
Grupo: I Made Djimat e  I Nyoman Terima/ Bali
Espetáculo: Mestres da Dança Teatro Topeng
Categoria: Adulto
Horário: 19h

10/04 - SESC SENAC IRACEMA
Grupo: Persona Cia de Teatro & Teatro em Trâmite / SC
Espetáculo: A Galinha Degolada
Categoria: Adulto
Horário: 20h

11/04 – MERCADO SÃO SEBASTIÃO
Grupo: Imbuaça /SE
Espetáculo: O Mundo Tá Virado
Categoria: Livre
Horário: 16h

12/04 – MERCADO SÃO SEBASTIÃO
Grupo: Imbuaça /SE
Espetáculo: O Teatro Chamado Cordel
Categoria: Livre
Horário: 16h

12/04 – SESC SENAC IRACEMA
Grupo: In.Co.Mo.De-Te /RS
Espetáculo: O Gordo e o Magro
Categoria: Adulto
Horário: 20h

13/04 – SESC SENAC IRACEMA
Grupo: In.Co.Mo.De-Te /RS
Espetáculo: Dentrofora
Categoria: Adulto
Horário: 21h

14/04 – SESC SENAC IRACEMA
Grupo: Grupo Moitará/ RJ
Espetáculo: Acorda Zé – A Comadre Ta de Pé
Categoria: Livre
Horário: 21h

15/04 – MERCADO SÃO SEBASTIÃO
Grupo: Grupo Moitará /RJ
Espetáculo: Quiprocó
Categoria: Livre
Horário: 16h

15/04 – SESC SENAC IRACEMA
Grupo: Teatro Independente  /RJ
Espetáculo: Cachorro!
Categoria: Adulto
Horário: 20h

16/04 – SESC SENAC IRACEMA
Grupo: Teatro Independente /RJ
Espetáculo: Rebú
Categoria: Adulto
Horário: 20h

17/04 – SESC SENAC IRACEMA
Grupo: Teatro Independente /RJ
Espetáculo: Rebú
Categoria: Adulto
Horário: 20h

18/04 – SESC SENAC IRACEMA
Grupo: Coletivo Lugar Comum  /PE
Espetáculo: Leve
Categoria: Adulto
Horário: 20h

19/04 – MERCADO SÃO SEBASTIÃO
Grupo: Namacaka  /SP
Espetáculo: É Nóis na Xita
Categoria: Livre
Horário: 16h

20/04 – SESC SENAC IRACEMA
Grupo: Namacaka  /SP
Espetáculo: Besouro Mutante
Categoria: Livre
Horário: 21h

21/04 – TEATRO SESC EMILIANO QUEIROZ
Grupo: Caixa do Elefante /RS
Espetáculo: Os Encantadores de História
Categoria: Livre
Horário: 19h

22/04 – SESC SENAC IRACEMA
Grupo: Caixa do Elefante /RS
Espetáculo: A Tecelã
Categoria: Adulto
Horário: 20h

23/04 – SESC SENAC IRACEMA
Grupo: Armatrux / MG
Espetáculo: DE Banda pra Lua
Categoria: Livre
Horário: 20h

24/04 – SESC SENAC IRACEMA
Grupo: Armatrux / MG
Espetáculo: No Pirex
Categoria: Livre
Horário: 20h

25/04 – ESCOLA EDUCAR SESC
Grupo: Armatrux / MG
Espetáculo: Parangolé
Categoria: Livre
Horário: 20h

26/04 – TEATRO SESC EMILIANO QUEIROZ
Grupo: Armatrux / MG
Espetáculo: Bilú e Curisco
Categoria: Livre
Horário: 19h

26/04 – SESC SENAC IRACEMA
Grupo: Cia Amok /RJ
Espetáculo: Dragão
Categoria: Adulto
Horário: 21h

27/04 – SESC SENAC IRACEMA
Grupo: Cia Amok /RJ
Espetáculo: Kabul
Categoria: Adulto
Horário: 21h

28/04 – SESC SENAC IRACEMA
Grupo: O Corpo de Dança do Amazonas /AM
Espetáculo: Cabanagem
Categoria: Livre
Horário: 20h

29/04 – SESC SENAC IRACEMA
Grupo: Dita /CE
Espetáculo: De-Vir
Categoria: Adulto
Horário: 21h

30/04 – SESC SENAC IRACEMA
Grupo: Dita /CE
Espetáculo: L’après-midi d’um fauller
Categoria: Adulto
Horário: 20h

Entrada*: R$5,00 (meia); R$10,00 (inteira)
*Programação gratuita no Mercado São Sebastião e Praça Verde.

PROGRAMAÇÃO SUJEITA A ALTERAÇÕES

terça-feira, 5 de abril de 2011

As Mães de Chico Xavier

Quanto a esse filme tudo é mais difícil e mais delicioso. As Mães de Chico Xavier não é um filme em que a critica caiba bem, pois mesmo com algumas falhas, como a interpretação e roteiro aquém do esperado, outro ponto que beira o cansativo é a trilha sonora de Flávio Venturine. Mas a fora esses fatos que aqui parecem detalhe, o filme cumpre muitíssimo bem o seu papel, chega, toca, emociona e leva o publico a reflexões cada vez mais necessárias nos dias de hoje.

As Mães de Chico tem na direção Halder Gomes e Glauber Rocha Filho, que já trazem na bagagem a experiência com filmes espíritas desempenham muito bem suas funções e alcançam o publico, a câmera lenta e em foco aproxima os personagens e suas fragilidades, das nossas próprias realidades e dificuldades. Nesse ponto todos ganhamos, pois o filme trata de três fatos importantíssimos: o aborto, as drogas e o suicídio, com uma simplicidade quase cotidiana, mesmo não sendo a realidade o forte do filme.

O que é inquestionável é o talento de Nelson Xavier que interpreta mais uma vez o médium Chico Xavier com maestria e emoção que foge aos olhos e chega facilmente a alma.

Outro ponto importante e talvez o mais importante para mim, é o fato de encontrar muitos artistas cearenses em cena (inclusive a mim mesma), alguns me encheram de orgulho, outros eu fico devendo assisti filme de novo, para observar melhor, pois foi tudo muito rápido.

Por fim As Mães de Chico Xavier é um filme que eu indico e indico para todos, pois não se trata de um filme religioso, vai além (?)RS.

Lugar ArteVistas - Arte Onde Estiver: A Transformadora Maré Azul no Surf para Crianças Autistas

Sou Roberta Bonfim, atriz, jornalista, instrutora e pesquisadora sócioambiental, e junto com o editor Ceslane Brandão, alimentamos este es...