domingo, 6 de março de 2011

O Discurso do Rei

O ganhador de quatro Oscar, dentre eles o de melhor filme narra com maestria a história do Rei George 6 º (Colin Firth) gago desde de os 4 anos, o que se torna um enorme problema para um integrante da realeza britânica, que frequentemete precisa fazer discursos e ser firme.

O Discurso do Rei é um filme calmo, sem grandes rompantes de cena, mas com enorme descarga emocional. A busca de George por médicos que o pudessem ajudar, mas sem nenhum resultado eficaz. Até que sua esposa, Elizabeth (Helena Bonham Carter), leva-o até Lionel (Geoffrey Rush), um terapeuta da fala, que segue métodos não muito convencionais. O terapeuta coloca-se de igual pra igual com o ilustre paciente e além de atuar como terapeuta da fala torna-se também seu psicólogo e então, amigo. Com os exercícios adquire auto confiança para cumprir o maior de seus desafios: assumir a Coroa, após abdicação de seu irmão David (Guy Pearce). Eis o Rei George 6 º, que mesmo sem ter consciência da força que detém, segue seu caminho até a sacada e com sua amada e sempre discreta esposa e filhas, aceita-se Rei.

O filme e uma satisfação do inicio ao fim, ele convida a que você entre dentro de toda atmosfera de medos, preconceitos e lembranças codificadas em corpo, ações e voz. Com roteiro original de David Seidler ,vencedor do Oscar 2011 e direção de Tom Hooper , também premiado no Oscar 2011. Quem também voltou pra casa com a estatueta foi o ator Colin Firth, como melhor ator.

O filme é um mergulho ao Palácio e aos conflitos de um homem, que precisava por ser, também Rei.

Ainda nos cinemas. Boa pedida para quem optou por um carnaval mas tranquilo.

sábado, 5 de março de 2011

Muita Calma Nessa Hora

-Bem Humorado! Seria o que eu diria se me pedissem para resumir rapidamente o longa “Muita Cama Nessa Hora”. O filme que tem uma leitura simples e um bom humor nato, narra a saga de três jovens amigas, Tita (Andréia Horta), Mari (Gianni Albertoni) e Aninha (Fernanda Souza), todas enfrentando crises existências. E na busca de seus novos caminhos, decidem passar um fim de semana na praia. Logo na estrada, conhecem Estrella (Debora Lamm), uma hippie, que lhes pede carona para tentar achar o pai desconhecido. As quatro garotas vivem situações hilárias, absurdas e emocionantes. Mais que mudar de ares, mudam a si mesmas. E tudo isso com muitíssimo bom humor, alguns romances,  gente bonita e muita risada.
Sob a direção de Felipe Joffily (Ódiquê?), o filme conta ainda com a participação de Lúcio Mauro Filho, Sergio Malandro, Nelson Freitas, Dudu Azevedo, Ellen Rocche, Laura Cardoso, Leandro Hassun, Marcelo Tas, Maria Clara Gueiros, dentre outras feras do sorriso. Inclusive se pararmos para observar o filme é um grande encontro de comediantes, só faltam representantes dos Cassetas e do CQC. O roteiro assinado por Bruno Mazzeo (que também participa do filme, como o noivo traidor), João Avelino e Rosana Ferrão, não foge à alguns clichês, mas parece fazer isso propositalmente, tendo como objetivo o riso.
Muita Calma Nessa Hora, é um filme para família toda, por ser leve e divertido mesmo ao tratar de momentos decisivos na vida de todos ali. É a "vida" com suas problemáticas sendo narrada com muito bom humor e música, em especial nas falas de Esttrella.  Outro ponto auto do filme também diz respeito a música;  é a trilha sonora de André Moraes com música original de Pitty e Leoni.  Simplesmente maravilhosa! (Inclusive, se alguém tiver, por favor compartilha. RS)
Pena que tenha ficado pouco tempo em cartaz, pois e um filme atemporal e “sussa”. Mas fica a dica! E mais uma vez parabéns ao cinema brasileiro. Que venha mais!

quinta-feira, 3 de março de 2011

Bruna–Sufistinha

Nunca gostei de me enganar e me enganei ao acreditar que alguém estaria imune. Essa frase se construiu na minha cabeça logo após assistir "Bruna Surfistinha" que ficou em primeiro lugar nos cinemas do país em sua estréia no dia 25.02.

Pode parecer bizarro, pois eu estava um tanto apreensiva com o que estava por vir, mas como super admiro o trabalho de Deborah Seco desde de seu tempo de Carol (Confissões de Adolescente), não ia perder seu grande personagem do cinema, já que é um atriz muito mais presente nas telenovelas brasileiras.

O filme conta a história da ex-garota de programa Raquel Pacheco, que ficou famosa por seu livro O Doce Veneno do Escorpião, que virou best-seller, no qual conta as suas experiências em forma de diário, seguindo o que a jovem já fazia em seu blog.

Além da talentosa Deborah Secco e se faço exaltações a atriz é por que ela as merece por talento, entrega e competência, do inicio ao fim do filme é possível se deparar com várias facetas da atriz. Além do senso de humor que faz a diferença, dando veracidade ao contexto. Outro que está no elenco e dá show em cena é Cássio Gabus Mendes, sempre que presente divide muito bem a cena, mais uma estrela do filme é a talentosíssima Drica Moraes que mesmo interpretando uma personagem repleta de clichês, convence. O filme dirigido por Marcus Baldini ganhou olhares e admiradores.

Não li o livro mais os críticos dizem que o filme supera o livro em detalhes e sensibilidade. Com um roteiro nitidamente bem cuidado, elenco de ponta, entre os midiáticos e os que ainda trilham seus caminhos. Certamente para todos fazer um filme com esse teor de sensibilidade deve ter sido uma satisfação.

Após o filme despertou em mi a curiosidade de rever Bruna (Raquel) e ao vê-la em entrevistas sobre o lançamento do seu livro, sito que gosto mais dela na ficção. RS

Outro ponto auto do longa é sua trilha sonora absolutamente sensacional.

Fico feliz com o desenvolvimento do cinema brasileiro, em produção e publico.

quarta-feira, 2 de março de 2011

MeUs OuTrOs

Não quero falar do mundo, pois tenho ciência quLoirissíma (30)e só de mim tenho pseudo domínio, pseudo por que mesmo eu, sei tão pouco do que sou, mudo tanto e com tamanha urgência. Quanto ao outro... Do outro nada sei e mesmo se soubesse não poderia dizer. O outro pertence a ele, o mundo dele, pertence a ele e os entendimentos também lhe são de posse, mesmo por que ao ser ele, deixa de ser outro.

Nesse instante o outro é você, mas... Para você o outro de repente sou eu, também. Somos todos tão outros, mesmo quando somos apenas nós. Os outros dos outros.

Por que quando existe a traição dizem? “Foi peque com outro(a)!” Mas com qualquer um que estivesse se não ele mesmo, seria outro(a). Não? Não entendo a ironia de ser outro, quando todos o somos.

Por fim... Falando sobre mim...

Dizer-te-ei apenas que sou a outra do outro da outra do outro de mim. Seria eu assim?

Por fim, Bonfim!

terça-feira, 1 de março de 2011

DOM PODER E A REVOLTA DA NATUREZA

 19-07-10_1209  Ontem 28.02 o grupo Expressões Humanas abriu as portas da Aldeia (sede do grupo) pra seu primeiro ensaio aberto do espetáculo “Dom Poder e a Revolta da Natureza”, sob a direção de Herê Aquino.

O grupo que passou o ano de 2010 rodando o Brasil pelo Palco Giratório (SESC), com o espetáculo ritualístico, “Encantrago – Ver de Rosa um Ser Tão”, inspirado na obra de Guimarães Rosa. Não perdeu tempo, nem deixou esfriar as baterias e logo que chegaram começaram os ensaios do novo espetáculo e pra testar o profissionalismo, a mudança radical para o infantil, abordando as questões ecológicas: O que aconteceria se a natureza pudesse falar? O que ela diria a nosso respeito? O que nos pediria?

Essas são apenas algumas questões levantadas, entre músicas, sorrisos e planos para se preservar a natureza.

Foi o primeiro ensaio aberto, sem figurino, iluminação e marcas absolutamente dominadas. Na aconchegante caixa cênica, a luz acende e o Sol (João Paulo Pinho). Ele mesmo o sol levanta-se e se espreguiça, enquanto a velha Árvore (Juliana Veras) toma forma, eles se entendem e se admiram, percebem com facilidade que precisam um do outro e de todos, com isso respeitam-se simplesmente e compartilham de seus anseios para o mundo, que tomado pelo Dom Poder, pode perder de vez o poder da vida.

O texto seguindo uma linha de infantis inteligentes que não idiotizam a criança, trata de assuntos atuais e fundamentais, com poesia, música, criatividade e graça. Não pude resistir a desenhar imagens que somavam a cena. A Água (Amalia Rodrigues ) e sua leveza, o Ar (Marina Brito) em sua fragilidade disfarçada em força e o... Macaco (Pericles Davi)! É... Um macaco, engraçadíssimo que junto com o Sol, a Árvore, a Água e o Ar, convidam as crianças a pensar junto sobre como deter o Dom Poder (Felipe Franco).

Ontem éramos todos adultos, mas quero saber quem não se sentiu criança outra vez, em sorrisos, gritos e emoções? Ontem éramos todos crianças grandes e só por ter conseguido isso bastaria par dizer que o espetáculo promete.

Mas nem só de flores vive o homem, depois das apresentações dos personagens, há um momento confuso onde alguns personagens se desconstruíram havendo pelos menos, para mim uma divisão, dessa forma assisti a dois espetáculos que ou se integram absolutamente ou separam-se criando dois espetáculos Falo tecnicamente. E por falar em tecnica, é preciso elogiar a tecnica de alguns atores do grupo.

Após apresentação que terminou em palmas e sorrisos, o grupo nos convidou a um bate papo, onde muitas considerações foram feitas e podemos contribuir com o espetáculo e saber mais sobre ele. O próximo ensaio aberto ainda não tem data definida, mas o publico o certo, o infantil.

Sucesso e que viva a natureza, a consciência e a arte buscando apontar caminhos.

*Esse espetáculo já foi apresentado em 1992 pelo grupo com outro elenco.

Amor e Outras Drogas

Sendo e fugindo da ideia do romance água com açúcar, “Amor e outras Drogas”, não segue 100% a cartilha das comédias românticas, o que separa esse filme dos exemplares toscos e genéricos desse gênero, não é a fórmula, mas o tempero dado a esta, seja pelo roteiro, por uma direção segura, pelo elenco ou por todos esses elementos. E é exatamente por isso que “Amor e Outras Drogas” funciona tão bem.

*O filme é uma adaptação livre da obra “Hard Sell: The Evolution of a Viagra Salesman“, escrito por Jamie Reidy. Na trama, que se passa no final dos anos 1990, Jamie Randall (Jake Gyllenhaal) é um ex-estudante de medicina que possui uma lábia quase infalível, além de ser um tremendo galinha. Após perder seu emprego como vendedor, o rapaz vai trabalhar para a gigante farmacêutica Pfizer como representante comercial, basicamente empurrando os produtos da empresa para os médicos.

Certo dia, ele conhece a artista Maggie Murdock (Anne Hathaway). A garota compartilha de sua filosofia anti-romântica, mas é vítima do mal de Parkinson, mesmo tendo apenas 26 anos. Nisso, acompanhamos a evolução do relacionamento dos dois, enquanto a doença de Maggie progride e, graças ao advento do Viagra, a carreira de Jamie ascende.

Sob a direção de Edward Zwick (“O Último Samurai”), não exatamente um nome que se associaria a uma comédia romântica, o que funciona em favor do longa, que foge a muitos do clichês. E pode com mais liberdade, abordar temas como o problema com a industria médica, o drama de pessoas onde de alguma forma todas são pacientes, a ironia de uma industria que lucra em ima dos males alheios e como tais remédios e antidepressivos fazem a cabeça e a vida dos norte americanos dos anos 90 o que hoje já é mundial e comum tomar só uma bandinha pra se acalmar. rs

Além do roteiro, atores e direção, é possível perceber a fotografia que usa de tons que levam a idéia do retro, menos vibrantes, assim reconstrói os anos 90 em choque com alguns adereços de cena absolutamente modernos.

É em um contexto geral um bom filme, no entanto, não fui de todo fisgada. Mas vale a pena conferir.

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Amor? Vaidade? Verdade? Ego ferido? Falsidade? Paixão? Passou? Tesão? Sedução? Traição?

P5300117

Eu queria era saber, já nem penso em entender, queria só um pouco sentir, sabendo o que sinto. Que sentes? Tão pouco sei, nem poderia se não sou capaz nem mesmo de saber dos meus...

O sol queima minha pele mesmo sem com que eu queira, meu coração suga esse calor e segue sem dor.

Lugar ArteVistas - Arte Onde Estiver: A Transformadora Maré Azul no Surf para Crianças Autistas

Sou Roberta Bonfim, atriz, jornalista, instrutora e pesquisadora sócioambiental, e junto com o editor Ceslane Brandão, alimentamos este es...